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Mensagens do Bispo de Macau

Páscoa 2025

Mensagem de D. Stephen Lee, Bispo de Macau

Caros Irmãos e Irmãs,

Aleluia!


«Porquê procurais entre os mortos Aquele que vive? Ele não está aqui. Ressuscitou!» (Lc., 24, 5-6). Neste glorioso dia de Páscoa, não só celebramos a vitória do Senhor, mas também somos chamados a ser “peregrinos da Esperança”, a empreender o caminho do encontro com Deus e de uns com os outros, com Fé, Esperança e Amor, especialmente nesta ocasião especial do Ano Jubilar da Esperança.

A Igreja universal acolhe o Ano Jubilar, designado pelo Papa Francisco, com o tema “a esperança não engana” (Spes non confundit), tirado da Carta de São Paulo aos Romanos (Rm., 5, 5). A Bula de Proclamação recorda-nos que a Esperança cristã está sempre enraizada no Amor de Deus, um amor que transcende todas as provações e incertezas. O Santo Padre convida-nos a esforçarmo-nos por ser o Sal e a Luz do mundo, em particular neste Ano Jubilar da Esperança, e a caminhar em direcção ao futuro com renovada Esperança. Com a alegria da Páscoa e a graça do Ano Jubilar, convido-vos a redescobrir na vossa vida quotidiana – especialmente durante as férias e as peregrinações – o sentido e a essência da nossa fé e da missão evangélica que Deus nos confiou.


O Jubileu: Um Caminho Cheio de Esperança


Em Spes non confundit, o Santo Padre recorda os benefícios e o valor de “redescobrir a paciência”, em nós e nos outros. Quando São Paulo, Apóstolo, fala de paciência, refere-se muitas vezes à nossa perseverança e confiança nas promessas de Deus, sendo ele o primeiro a testemunhar a paciência de Deus, que é Deus de paciência e de encorajamento (cf. Rm., 15, 5). A paciência é um dos frutos do Espírito Santo, sustenta a nossa Esperança e converte-a numa virtude e num estilo de vida (cf. Spes non confundit, 4). A Esperança de que fala o Papa não é um desejo ou um pensamento vazio, mas uma fé firme, baseada na ressurreição e no amor de Cristo.


Neste Ano Jubilar, o Papa encoraja-nos a sair e a tornarmo-nos “peregrinos da Esperança”. A peregrinação, ao contrário de um simples passeio turístico, é uma “viagem com um objectivo”. O motivo de uma peregrinação é abrir o coração e a mente, para permitir que a experiência de Deus nos transforme e não apenas para chegar a um determinado destino. Por isso, as férias não são apenas para descansar, mas um processo de encontro com Deus e de escuta da sua voz. Quer se trate de uma curta pausa pascal ou de umas férias de Verão mais longas, somos convidados a transformar essas ocasiões em momentos de renovação da alma, que são oportunidades para nos aproximarmos de Deus.

Quando as férias vão para além do descanso e se tornam momentos de crescimento espiritual, a distinção entre Turismo e Peregrinação torna-se clara. O turista, preso ao tempo, viaja para tirar fotografias ou para fazer a sua “bucket list”. Os peregrinos, pelo contrário, “caminham com um objectivo, transcendem os limites da vida quotidiana, procuram os passos de Deus e reencontram-no”.

“Sair” não é apenas uma acção física. Como o Papa Bento XVI disse uma vez, “o tempo das férias oferece oportunidades únicas para parar diante dos espectáculos sugestivos da natureza, maravilhoso ‘livro’ que está ao alcance de todos, grandes e pequeninos. No contacto com a natureza, a pessoa reencontra a sua justa dimensão, redescobre-se criatura, pequena mas ao mesmo tempo única, ‘capaz de Deus’ porque interiormente aberta ao Infinito” (Ângelus de 17 de Julho de 2005). Façamos, então, uma pausa nos nossos passos apressados durante as férias, contemplemos em silêncio a beleza das obras do Criador, escutemos a voz de Deus e partilhemos a alegria da fé com a família e os amigos.


Tornarmo-nos Testemunhas da Esperança

Como “peregrinos da Esperança”, procuramos não só a esperança para nós próprios, mas somos também chamados a levar a esperança aos outros. Encorajo todos a visitarem os lugares designados para a peregrinação jubilar da Diocese de Macau, incluindo a Igreja do Seminário de São José e a Capela de Nossa Senhora da Penha, a fim de realizarem os actos de devoção prescritos e obterem a indulgência jubilar da Santa Igreja. Que cada alma fiel, neste ano jubilar, conheça a proximidade de Maria, “a mais afectuosa das mães, que nunca abandona os seus filhos” (Spes non confundit, 24).

Por fim, convido todos a unirem-se a mim na meditação e na oração, pedindo ao Senhor Ressuscitado que nos conceda coragem e sabedoria para nos tornarmos portadores de esperança neste mundo. Que a Santíssima Virgem, Mãe da Esperança, nos acompanhe em cada passo e nos conduza ao Ano Jubilar, cheios de esperança para receber a graça do Senhor.


+ Bispo Stephen Lee Bun Sang

Diocese Católica de Macau


Carta do D. Stephen Lee Bun Sang sobre a eleição do novo Papa

Caros irmãos e irmãs,


Habemus Papam! Temos um novo Papa! Que grande notícia! Na semana passada estivemos de luto porque Deus chamou o Papa Francisco de volta ao céu, mas agora Deus enviou-nos um novo Papa! É o primeiro Papa dos Estados Unidos da América e o primeiro Papa agostiniano. Esta alegria não é apenas uma alegria do coração ou uma alegria de termos um novo Papa na estrutura da Igreja, mas uma alegria espiritual, até mesmo teológica, porque qualquer Papa é o representante de Deus na terra, o pai da Igreja Católica – o Pai dos pais e o servo de todos os servos.


Todos nós, católicos, partilhamos esta alegria humana e transcendente, e é por isso que rezamos especialmente pelo Papa, todos os dias, na Missa, nas Orações dos Fiéis e no Rosário. O Papa é o sucessor do Apóstolo Pedro, e o novo Papa sublinhou este legado, tendo referido que o falecido Papa Francisco saiu, nos últimos dias, para junto das multidões que se encontravam nas praças, a fim de lhes levar a paz do Senhor Ressuscitado. O novo Papa disse: “Permitam-me que estenda a mesma bênção do Papa Francisco”. O Papa Leão XIV também mencionou que o falecido Papa Francisco construiu pontes para receber todas as pessoas, à semelhança de Cristo, sendo que viveu esta ponte com diálogo e amor.


O próprio Papa Leão XIV viveu sempre a sua vocação missionária. Nascido nos Estados Unidos, serviu na América do Sul durante a maior parte da sua vida sacerdotal. Perante a multidão que o aguardava na Praça de São Pedro, também referiu o seu papel enquanto missionário da Ordem de Santo Agostinho. Daí que tenha citado as seguintes palavras de Santo Agostinho: “Para vós sou um bispo, mas convosco sou um cristão”. Desejou a todos que vivam a verdadeira paz em Cristo.


Do mesmo modo que escolheu Leão XIV para nome de Papa, espera agora seguir as pegadas do Papa Leão XIII, que há cerca de cem anos, ao enfrentar uma série de problemas sociais, escreveu a Encíclica RERUM NOVARUM, com o intuito de responder a esses mesmos problemas e criar justiça e paz social.


O novo Papa quer trazer-nos o amor, a alegria, a justiça e a paz de Cristo. Sigamos o Papa Leão XIV com todo o nosso coração e alma, no cumprimento da nossa missão evangélica!

Que todos possamos partilhar e transmitir a alegria do Habemus Papam!


+ D. Stephen Lee Bun Sang

Diocese de Macau

9 de Maio de 2025


Carta Pastoral Para o Dia Mundial dos Avós e

dos Idosos de 2025 da Diocese de Macau


Manter a esperança, acolher os idosos com carinho

 

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

 

Neste Ano Jubilar cheio de graças, o Papa Leão XIV, na sua mensagem para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos deste ano, escreveu: “a esperança é, em todas as idades, perene fonte de alegria. Além disso, quando é provada pelo fogo de uma longa existência, torna-se fonte de uma bem-aventurança plena”. Isto permite-nos apreciar profundamente que a esperança é uma fonte constante de alegria, independentemente da idade. O Papa também mencionou que Deus muitas vezes chama as pessoas na sua velhice para participar no Seu plano de salvação. Os exemplos de Abraão, Sara e Moisés mostram-nos que, aos olhos de Deus, a velhice é um tempo abençoado e gracioso.

 

Com esta esperança que vem da fé, partilho convosco que o “Inquérito à Situação Actual dos Idosos Católicos em Macau”, realizado em conjunto pela Diocese e pela Universidade de São José, foi concluído com sucesso. Agradeço sinceramente a todas as paróquias pelo seu forte apoio, a todos os paroquianos pela sua participação activa e a todos os inquiridores pela sua dedicação altruísta. Foi graças aos vossos esforços conjuntos que todo o projecto pôde decorrer sem problemas. Agradeço a Deus pela generosidade de todas as partes.

 

Os resultados deste inquérito não são apenas uma análise de dados, mas também um esforço para ouvir genuinamente, junto das paróquias, as vozes dos nossos irmãos e irmãs idosos. Permitem-nos ver que, em Macau – sociedade onde o índice de envelhecimento subiu para 106,1% [1] –, os nossos idosos são testemunhas de esperança, mas também enfrentam algumas dúvidas e preocupações físicas, mentais e espirituais.

 

Desde os tempos bíblicos, o conceito de “Ano Jubilar” tem sido entendido como um tempo de libertação e liberdade. Partindo do espírito do Ano Jubilar, somos chamados a ajudar os idosos a experimentar a “libertação”, a resolver os inconvenientes da vida, a aliviar o desconforto físico e, especialmente, a libertarem-se da solidão e do abandono, para redescobrirem os momentos livres que Deus deu a cada vida preciosa. O Papa lembra a todos os fiéis que este ano é o momento certo para colocar esta missão em prática [2].

 

O relatório da pesquisa mostra que 33% dos idosos que participaram na pesquisa sentem baixa satisfação com a vida. Gostaria de salientar que aqueles que participaram no questionário não são estranhos que nunca conhecemos, mas irmãos e irmãs que vemos todos os dias nas paróquias. Os resultados da pesquisa significam que estão a enfrentar alguns desafios e precisam urgentemente que compreendamos melhor quais as razões: se o que está a afectar a alegria dos seus corações é devido à saúde física, a dificuldades financeiras ou à solidão espiritual [3]. O “amor” é o valor central da fé cristã. Portanto, convido sinceramente todos os fiéis, independentemente da sua idade, a transformar o cuidado na acção mais sincera – talvez apenas um telefonema de saudação, ouvindo pacientemente a situação em que se encontram; talvez visitando os idosos em casa ou na paróquia, encontrando-os e conversando com eles, e dando-lhes pequenos presentes; ou simplesmente, quando se encontrarem na paróquia, tomando a iniciativa de cuidá-los e acompanhá-los, aprendendo uns com os outros, fazendo com que se sintam valorizados.

 

A Igreja está preocupada com as necessidades dos idosos e está actualmente a preparar o “Grupo de Trabalho para o Cuidado dos Idosos” através da Comissão Diocesana para a Vida. Rezamos para que, sob a orientação do Espírito Santo, o grupo combine os resultados da investigação, ouça as opiniões dos párocos, paroquianos e profissionais, e planeie e promova a implementação dos trabalhos com vista a cuidar do bem-estar físico, mental e espiritual dos idosos. O desenvolvimento deste projecto também requer a sabedoria e o apoio da fé de todas as partes.

 

Queridos idosos, vós sóis os tesouros da Igreja e o fundamento da nossa fé. A vossa própria vida é um Evangelho vivo. O falecido Papa Francisco, durante a sua última hospitalização, escreveu: “O nosso físico é débil mas, mesmo assim, nada nos pode impedir de amar, de rezar, de nos doarmos, de sermos uns pelos outros, na fé, sinais luminosos de esperança” [4]. O vosso amor pelas vossas famílias, a vossa perseverança na oração e a fé que viveram ao longo dos anos são as interpretações mais poderosas desta afirmação.

 

Irmãos e irmãs no Senhor, celebremos juntos o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, enviando calor aos idosos com amor e carinho, e sentindo o apoio da família da Igreja. Que a bênção da Virgem Maria esteja sempre convosco e que a paz e a alegria encham os vossos corações.


Deus vos abençoe!

+ Stephen Lee Bun-sang

 

Bispo da Diocese de Macau

27 de Julho de 2025

V Dia Mundial dos Avós e dos Idosos


Mensagem de Natal do Bispo para o ano de 2025

Passando pelo Ano Jubilar: Uma Oração para Perseverar na

Esperança no Meio das Provações

 

Caros Irmãos e Irmãs em Cristo,

 "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia n'Ele, e Ele agirá." (Salmo 37:5)

Todos os anos, no Natal, celebramos com gratidão e reverência o nascimento do nosso Salvador, Jesus Cristo. O Natal recorda-nos que Deus não é distante nem remoto, mas entrou na história humana e aproximou-Se das nossas vidas. Quando confiamos o nosso caminho ao Senhor e depositamos a nossa confiança na Sua orientação, podemos continuar a nossa jornada com esperança, mesmo quando o caminho à frente não é claro.

 

O Evangelho diz-nos que na noite do nascimento de Cristo, a luz gloriosa de Deus brilhou primeiro sobre os pastores de Belém. Eles estavam entre os mais marginalizados e esquecidos da sociedade; no entanto, foram os primeiros a receber a Boa Nova. Isto recorda-nos que o amor de Deus não conhece fronteiras de estatuto ou de distância. Ele aproxima-Se dos pobres e aflitos, caminha com aqueles que sofrem e concede o Seu amor infalível a todos os que Lhe pertencem. A esperança do Natal é uma luz acesa no meio da escuridão.

 

No entanto, também temos plena consciência de que o nosso mundo permanece profundamente ferido. Nos últimos anos, os conflitos armados no Médio Oriente e a guerra prolongada entre a Rússia e a Ucrânia continuaram sem cessar. Desastres naturais e incidentes trágicos atingiram muitas regiões, incluindo fortes inundações na área de Pequim-Tianjin-Hebei, um incêndio devastador em Hong Kong e o recente tiroteio na praia de Bondi, em Sydney. Tais eventos trouxeram perda e incerteza a inúmeras famílias. Em momentos como estes, as pessoas compreensivelmente sentem-se cansadas, vulneráveis e até desanimadas. É precisamente nesta realidade que o Natal revela o seu significado mais profundo, não apenas como uma época de calor e festividade, mas como um apelo profundo para erguermos novamente os nossos olhos para o Senhor, que escolhe caminhar connosco.

 

O Papa Leão XIV, numa Audiência Geral recente, recordou-nos: "Não fomos criados para a falta, mas para a plenitude - para nos rejubilar com a vida, e com a vida em abundância [2]". O Santo Padre também observou que "Jesus não faz descer uma resposta 'do alto', distanciada da nossa dor. Em vez disso, Ele caminha connosco - por uma estrada que é muitas vezes difícil, dolorosa e misteriosa". Só Cristo pode conceder-nos a verdadeira e duradoura paz ao longo da nossa jornada, sustentando-nos e preenchendo-nos mesmo no meio do cansaço e da ansiedade. Esta paz perene brota do olhar amoroso de Deus. Somos chamados a confiar que o Seu olhar nunca se desvia daqueles que estão a suportar dificuldades e tristezas. Como os pastores de Belém, os mais frágeis e facilmente esquecidos, que foram os primeiros a serem vistos por Deus e chamados a dar testemunho da Boa Nova, aqueles que encontram Cristo e respondem ao Seu chamamento descobrem uma vida cheia de paz e louvor. Este é o mistério proclamado no Natal: Deus connosco.

 

Ao olharmos para trás, para o Ano Jubilar que agora se aproxima do fim, a nossa Diocese continuou a seguir a sua direção pastoral estabelecida, esforçando-se em todos os níveis para viver esta esperança. Sabemos que a esperança não pode permanecer um slogan; ela deve ser praticada com paciência e fidelidade na vida quotidiana. Por esta razão, continuamos os nossos esforços nas quatro áreas principais de enfoque pastoral: educação, serviços sociais, família e juventude, procurando responder às necessidades do nosso tempo e permitir que a luz do Evangelho ilumine pessoas e situações concretas.

 

Nas áreas da educação e dos serviços sociais, a Diocese manteve-se comprometida em defender o valor da vida e a dignidade de cada pessoa. Ao promover uma educação baseada em valores, enraizada em Cristo, que é "o Caminho, a Verdade e a Vida", esperamos ajudar os jovens a encontrar direcção no meio da confusão de valores em conflito. Ao mesmo tempo, colocámos ênfase particular no cuidado com os idosos e com os que são pobres, doentes ou vulneráveis, esforçando-nos, através do acompanhamento e do apoio concreto, para garantir que eles se sintam respeitados, valorizados e nunca esquecidos.

 

No que diz respeito às famílias, às comunidades eclesiais e ao ministério da juventude, continuamos a apoiar as famílias no seu crescimento na fé e no amor e a acompanhar os jovens enquanto discernem o seu caminho e constroem esperança numa época incerta. A família é a primeira escola da fé, enquanto os jovens carregam a promessa do futuro. À medida que nos aproximamos do marco significativo do 450º aniversário da Diocese, este momento não é apenas um olhar para a história, mas um testemunho alegre e grato que atesta o cuidado e a orientação perenes de Deus ao longo da passagem das gerações. Herdeiros desta graça, somos chamados a transmitir a fé, a esperança e a caridade de uma geração para a seguinte, para que a alegria do Evangelho possa continuar a ir de Macau para o mundo.

 

Nesta época natalícia, aproximemo-nos, uma vez mais, dos presépios e contemplemos o Salvador que Se fez carne por nossa causa. Que possamos confiar os caminhos das nossas vidas - pessoais, familiares e comunitários - ao Senhor, confiando na Sua orientação. Que a paz de Cristo repouse sobre aqueles que sofrem e fortaleça os corações cansados. E que a esperança do Natal ilumine o nosso caminho, conduzindo-nos ao amor de Deus para superarmos as provações e dificuldades e avançarmos com corações gratos.

 

Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo vos traga paz e esperança.


+ D. Stephen Lee Bun Sang

 Diocese de Macau


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