C4.2
Organizações Diocesanas
Centro de Cultura e Artes Performativas Cardeal Newman.
Centro Newman Promove “Workshop” para Todas as Idades
Arte celebra a chegada do Dragão
Aulas de caligrafia e pintura a tinta-da-china, sessões de esclarecimento sobre a cerimónia tradicional do chá e acções de formação sobre a técnica artística “zentangle” ou o fabrico de leques decorativos. O Ano Novo Lunar está à porta e o Centro de Cultura e Artes Performativas Cardeal Newman de Macau pretende assinalar a mais importante festa do Calendário Chinês com uma série de iniciativas, destinadas tanto a miúdos, como a graúdos.
A instituição cultural de matriz católica dá as boas vindas ao Ano do Dragão de Madeira, no último fim-de-semana do mês de Janeiro, com a organização de um “workshop” para crianças, focado no aspecto lendário do Ano Novo Lunar.
As instalações do Centro Newman, situadas na Calçada da Vitória, acolhem ainda várias iniciativas de cariz artístico, com destaque para uma acção de formação sobre a produção artesanal de leques decorativos. «Vamos organizar uma série de eventos para celebrar o Ano Novo Chinês a 27 e a 28 de Janeiro. Haverá uma acção de formação para crianças, em que as convidamos a construir um dragão dançante, tendo como ponto de partida o livro infantil “A Missão Monstruosa do Pequeno Nian”, uma obra que permite que os mais novos fiquem a conhecer um pouco mais sobre as lendas e tradições que explicam a origem do Ano Novo Chinês», explicou uma fonte do Centro Newman. «Uma outra actividade para adolescentes e para adultos que está prevista é a realização de uma acção de formação de pintura a tinta-da-china sobre leques decorativos, na qual o formador vai ensinar os participantes a pintar a mais emblemática das flores da Primavera, a flor de pessegueiro. Não é necessária experiência prévia para participar nesta formação», acrescentou a mesma fonte.
O ponto alto das comemorações do Ano Novo Lunar foi agendado para Domingo, 28 de Janeiro. Choi Chun Heng, mestre de caligrafia chinesa e colaborador de longa data do Centro Newman, executou “fai chun” personalizados. «O mestre Choi Chun Heng vai estar nas nossas instalações para escrever papéis votivos para quem os deseje e, no mesmo dia, vamos realizar uma cerimónia tradicional de chá, conduzida por um profissional. Os indivíduos interessados podem encomendar previamente “fai chun” com os seus desejos e votos, até porque o número de papéis votivos que estarão disponíveis é limitado. As receitas obtidas com a venda dos “fai chun” revertem a favor do nosso Centro», disse a mesma fonte. «Vamos promover também um “workshop” sobre a técnica “zentangle”, com destaque para os padrões relacionados com o Ano Novo Chinês. O formador vai introduzir os padrões e componentes essenciais desta técnica artística, para que os participantes possam usar esse conhecimento na ilustração de envelopes vermelhos e decorações de Ano Novo», concluiu.
Durante as semanas que antecederam o Ano Novo Lunar, nas instalações do Centro foram postos à venda “fai chun”, leques decorativos, trabalhos de caligrafia e pinturas à tinta-da-china da autoria de Choi Chun Heng, mas também “memorabilia” e souvenirs da Orbis Macau, cuja receita reverterá ao Centro Newman.

Mestre Choi Chun Heng
Fonte de informação: O Clarim, Ano 76, No 34, 19 de Janeiro 2024
“Concerto de Outono” Realizou-se a 5 de Outubro. Participaram Dezenas de Alunos de Escolas Católicas
Centro Newman dá voz a talentos emergentes
Oferecer um palco a jovens talentos emergentes no panorama musical de Macau. Foi este o objectivo do “Concerto de Outono” que o Centro de Cultura e Artes Performativas Cardeal Newman dinamizou no início de Outubro. O espectáculo “Um Brinde ao Outono” realizou-se no dia 5 de Outubro e reuniu artistas e bandas em representação de vários estabelecimentos de ensino da RAEM.
Intitulada “Um Brinde ao Outono”, a iniciativa foi desde a primeira hora concebida com o objectivo de dar voz a bandas, grupos e artistas ligados aos estabelecimentos de ensino de matriz católica de Macau. Este ano não foi excepção, como explicou o Centro de Cultura Newman. «Todos os artistas que actuaram são alunos de escolas locais. Nesta iniciativa participaram grupos e jovens músicos de estabelecimentos de ensino como o Colégio Yuet Wah, o Colégio do Perpétuo Socorro Chan Sui Ki, a Escola Nossa Senhora de Fátima ou o Colégio Mateus Ricci», disse.
«O nosso “Concerto de Outono” foi pensado tendo os jovens talentos das escolas locais em mente e o objectivo foi proporcionar a estes jovens músicos uma plataforma que lhes permita ganhar uma maior familiaridade com o palco. No passado sábado (5 de Outubro), o público escutou diferentes temas e géneros musicais, desde sucessos “pop” de grupos como “Dear Jane”, “Supper Moment” e “May Day”, até músicas clássicas como “Fly Me to the Moon”», acrescentou a mesma fonte.
Entre os grupos que se associaram ao evento, estiveram a banda “CASA”, do Colégio Mateus Ricci, a banda de sopros e o clube de guitarra do Colégio Yuet Wah, o agrupamento de sopros do Colégio do Perpétuo Socorro Chan Sui Ki e as bandas “Ré Maior” e “Dandelion”, em representação da Escola para Raparigas de Nossa Senhora de Fátima.
Para além dos grupos musicais, pelo palco do Centro de Cultura Newman passaram ainda vários jovens músicos, que participaram no concerto a título individual ou integrados em duetos e quartetos. Os jovens artistas actuaram perante cerca de uma centena de pessoas, que dançaram e festejaram ao som de géneros tão distintos como música clássica, jazz, pop ou rock.

Jovens a actuar
Fonte de informação: O Clarim, Ano 77, No 22, 10 de Outubro 2024
Exposição Pode Ser Vista na Calçada da Vitória e no Centro Diocesano
O Centro Newman recorda a era dourada da porcelana de Macau
O Centro de Cultura e Artes Performativas Cardeal Newman e o Centro Diocesano acolheram até ao final do mês de Novembro a exposição “Caleidoscópio: Mostra de Porcelana Cantonense de Macau”. A iniciativa, com a qual a organização cultural de matriz católica se associou às celebrações do 75.º aniversário da fundação da República Popular da China e ao 25.º aniversário do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau, foi inaugurada no dia 30 de Novembro e irá permanecer patente ao público até 31 de Dezembro.
Com esta exposição, composta por mais de cem peças, divididas por dois espaços, o Centro de Cultura Cardeal Newman pretendeu reabilitar a memória de um dos sectores da indústria manufactureira que mais relevância teve em Macau na segunda metade do Século XX. No início dos anos 80, existiam no Território 28 fábricas e oficinas de produção de porcelana de Cantão, tendo a requintada loiça “made in Macau” sido exportada em grandes quantidades para continentes como a Europa e países como os Estados Unidos.
Trabalhoso, delicado e refinado, o processo de fabrico da porcelana de Cantão era minucioso e complicado, dada a vasta amplitude de motivos pictóricos habitualmente retratados. Pássaros, flores e paisagens eram elementos recorrentes nas peças produzidas de um e do outro lado das Portas do Cerco, mas as empresas e os ceramistas de Macau não se limitaram a reproduzir os métodos e os motivos com maior expressão na vizinha província continental e criaram um estilo híbrido, onde eram evidentes influências da porcelana de Lingnan, mas também elementos de cariz ocidental.
O Centro de Cultura Cardeal Newman procurou, assim, destacar as características únicas da porcelana cantonense de Macau e convidou Lei Iat Po, mestre ceramista e especialista em porcelana, para falar sobre a história e as particularidades da loiça “made in Macau”.
“A exposição dá a conhecer o trabalho de ceramistas e artistas da primeira metade do Século XX. O Centro de Cultura e Artes Performativos Cardeal Newman convidou Lei Iat Po para falar sobre a história da porcelana cantonense em Macau. Uma visita à exposição ofereceu a possibilidade de aprender sobre o contributo dado por diversos ceramistas para a afirmação da indústria”, explicou fonte do Centro Cultural Newman. “Ao promover um maior conhecimento sobre a porcelana cantonense de Macau, procuramos ajudar a conservar um legado que atesta como poucos a perícia e a criatividade dos artesãos de Macau”, acrescentou a mesma fonte.
Inscrita em 2020 no inventário do Património Cultural Intangível de Macau, a porcelana cantonense do Território foi durante várias décadas um activo económico e cultural importante, com a indústria a desempenhar um papel importante na afirmação e desenvolvimento das artes tradicionais chinesas na região. Entre os ceramistas e artistas representados na exposição estão os mestres Lam Bun, Cheong Yin Nam, Lee Pun Cheok, Lei Iat Chun e o próprio Lei Iat Po.

Exposição de Porcelana “made in Macau”
Fonte de informação: O Clarim, Ano 77, No 30, 6 de Decembro 2024
