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C1.1

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Cronologia das actividades na Diocese.



Ano Novo: O Bispo da Diocese de Macau, D. Stephen Lee Abençoou Macau e Toda a Sua População


2024 sob o signo do Santíssimo Sacramento


D. Stephen Lee abençoou Macau e toda a sua população, no primeiro minuto de 2024, durante as tradicionais cerimónias de Ano Novo na Capela de Nossa Senhora da Penha.


Na véspera da passagem de ano, o Bispo da Diocese de Macau deu início ao programa religioso, que incluiu:  –– Adoração Eucarística; o  cântico do Te Deum; Vésperas da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus; Ensinamentos do Bispo D. Stephen Lee e Meditação.


À meia-noite em ponto, o Prelado abençoou Macau e toda a sua população, tendo-se seguido a habitual Procissão Eucarística até à Gruta de Nossa Senhora e recitação do Terço. Ao terminar, D. Stephen Lee procedeu à Consagração de Macau ao Imaculado Coração de Maria e à Consagração individual também, ao Imaculado Coração de Maria.


D. Stephen Lee abençoou Macau


Capela da Nossa Senhora de Penha


D. Stephen Lee, Bispo da Diocese de Macau


Fonte de informação: O Clarim, Ano 76, No  35, 26 de Janeiro 2024




Serviço de Oração Juntou Vários Ramos do Cristianismo


Pela comunhão de todos os cristãos


A Diocese de Macau juntou-se à igreja universal por ocasião da Oração pela Unidade dos Cristãos, no dia 20 de Janeiro.


O serviço de oração realizou-se ao início da noite, no Auditório Centenário de Fátima do Campus da Ilha Verde da Universidade de São José, sob o tema “Ame o Senhor e ame os outros”.


Estiveram presentes o Vigário Geral, Padre Pedro Chong, e o Padre Domingos Un, em nome da Diocese, assim como representantes de outras Igrejas Cristãs.


O serviço de oração incluiu a leitura de passagens da Bíblia, intenções, canto de hinos e partilha de testemunhos.


Segundo o padre Domingos Un, esta «não é uma actividade anual, mas um momento de comunhão e de partilha do amor de Deus entre todos os cristãos».




Oração pela Unidade dos Cristãos


Fonte de informação: O Clarim, Ano 76, No 35 , 26 de Janeiro 2024






O Senhor Bispo Visitou o Superior-Geral dos Dehonianos em Roma


O Bispo da Diocese de Macau visitou, em Roma, o Superior-Geral da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos), padre Carlos Luis Suárez Codorniú, SCJ. Durante o encontro, D. Stephen Lee agradeceu o contributo dos padres dehonianos no dia-a-dia da Diocese de Macau, desde a sua chegada ao território em 2016. O prelado esteve na capital italiana no âmbito de um encontro da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC), que este ano comemora o centenário da sua fundação.




D. Stephen Lee recebido pelos Dehonianos, em Roma


Fonte de informação: O Clarim, Ano 76, No 35 , 26 de Janeiro 2024





D. Stephen Lee Esteve Com o Papa Francisco


Universidades Católicas debateram o futuro em Roma


O Bispo da Diocese de Macau, D. Stephen Lee e o Reitor da Universidade de São José, Diácono Stephen Morgan, integraram a comitiva da Federação Internacional das Universidades Católicas que foi recebida pelo Papa Francisco, à margem da conferência internacional com que o organismo, liderado por Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, assinalou o seu primeiro centenário.


No encontro que manteve, no dia 19 de Janeiro, com representantes de instituições de Ensino Superior dos quatro cantos do mundo, o Papa elogiou «a belíssima missão das Universidades Católicas», defendeu que a educação de matriz católica deve ser mais do que um negócio e desafiou as universidades a identificar «novas fronteiras» para a acção da Igreja.


«O Papa lembrou-nos que as universidades católicas são o contributo mais importante da Igreja para as nossas sociedades. Citando o Papa João Paulo II, sublinhou que, tendo as universidades “nascido do coração da Igreja”, mostram esse mesmo coração ao mundo, colocando-o ao serviço da fraternidade humana, para que possam ser ultrapassados os vários desafios – o Papa usou a palavra “crises” – com que nos deparamos», disse Stephen Morgan, Reitor da Universidade de São José, em declarações a’O CLARIM.


No encontro participou D. José Tolentino de Mendonça. O Cardeal Português, actualmente prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação (Santa Sé), deixou também algumas indicações sobre o que se espera das universidades católicas num mundo cada vez mais polarizado. «Diálogo», argumentou o teólogo, é uma das palavras chave. «O cardeal Mendonça é agora responsável pelo departamento do Vaticano que supervisiona a cultura e a educação e foi durante muitos anos Vice-Reitor da nossa universidade-irmã, a Universidade Católica Portuguesa. Foi ele quem assinou, em 2012, o acordo entre a USJ e a UCP que permitiu conceder graus eclesiásticos aos estudantes do nosso programa de Bacharelato em Estudos Cristãos, leccionado no Seminário de São José. É um bom amigo da Universidade de São José e da Igreja em Macau», recordou Stephen Morgan, que falou na qualidade de vice-presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas. «Sugeriu ele que uma das missões que as universidades católicas devem adoptar é a de servirem como laboratórios de diálogo, locais onde diferentes vozes, diferentes domínios académicos e científicos, e diferentes religiões de diferentes origens, se podem envolver em diálogo, com o propósito de promover a paz e o conhecimento», acrescentou.


Durante três dias, entre 18 e 20 de Janeiro, representantes das mais de mil e 500 universidades católicas existentes assinalaram em Roma os cem anos da Federação Internacional das Universidades Católicas. Mas mais do que abordar o passado, os participantes discutiram o futuro da educação católica universitária.


Stephen Morgan foi um dos oradores convidados pela organização, tendo abordado a tradição intelectual católica nas universidades contemporâneas. No entanto, muitas mais vozes e temas estiveram sobre a mesa. «Escutámos vozes de todos os continentes. Da Ásia, para além das minhas observações, o Chanceler e Reitor da Universidade Sophia, do Japão, também falou, bem como o Reitor da maior Universidade Católica da Índia», lembrou o Diácono.



Encontro com o Santo Padre



Fonte de informação: O Clarim, Ano 76, No 35 , 26 de Janeiro 2024






Diocese Assinalou Ano Novo Lunar


Dragão inter-religioso


A Diocese de Macau assinalou o Ano Novo Lunar com a celebração de missas nos dias 9 e 10 de Fevereiro. O Bispo D. Stephen Lee dirigiu votos de felicitações aos irmãos chineses que um pouco por todo o mundo reúnem em família, independentemente da religião que professem. 




A Diocese de Macau celebra o Ano Novo Lunar


Fonte de informação: O Clarim, Ano 76, No  38, 23 de Fevereiro 2024






Cinzas de Bênção


O Bispo da Diocese de Macau impõe as cinzas, em forma de cruz, na testa dos fiéis, durante a Missa de Quarta-feira de Cinzas, que este ano foi celebrada a 14 de Fevereiro. 



Cinzas de Bênção



Fonte de informação: O Clarim, Ano 76, No  38, 23 de Fevereiro 2024






Senhor Bom Jesus dos Passos


Procissão com cunho real


A Procissão de Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos juntou milhares de fiéis, curiosos e turistas em torno do Bispo e do clero ao serviço da Diocese de Macau, nos dias 17 e 18 de Fevereiro. Este ano, aquela que é uma das mais antigas manifestações de fé em Macau contou com a participação de D. Duarte, Duque de Bragança, e de seu filho, D. Dinis, Duque do Porto. 



Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos



Fonte de informação: O Clarim, Ano 76, No  38, 23 de Fevereiro 2024





D. Stephen Lee Presidiu À Missa Crismal


Renovação e Óleos de Vida


O Bispo D. Stephen Lee presidiu no dia 28 de Março à Missa Crismal, na igreja da Sé Catedral, tendo os sacerdotes ao serviço da Diocese renovado o seu compromisso sacerdotal.


A cerimónia eucarística contou com a participação de largas dezenas de fiéis, que testemunharam vários momentos cheios de simbolismo, com especial destaque para a Bênção dos Óleos dos Catecúmenos, dos Enfermos e do Crisma.   



Missa Crismal


Sacerdotes, liderados pelo D. Stephen Lee, a servir a Diocese de Macau


Fonte de informação: O Clarim, Ano 76, No  43, 28 de Março 2024









Católicos de Macau Viveram a Semana Santa Numa Paz Que Contrasta Com o Resto do Mundo


Introspeção, Festa e Unidade


Oração e Retiro Físico e Espiritual. Depois de ter tornado pública a sua Mensagem de Páscoa para o corrente ano (ver edição d’O CLARIM de 28 de Março), nos últimos dias, por mais de uma ocasião, o Bispo D. Stephen Lee transmitiu aos fiéis a necessidade destes se «aproximarem de Jesus Cristo, o Filho de Deus, no seu quotidiano».


Nos diferentes momentos da Semana Santa, o prelado lembrou «as dificuldades que o mundo atual atravessa», realçando a «harmonia que reina na sociedade de Macau» – em particular no seio da comunidade católica local – o que «contrasta com o dia-a-dia vivido pelos cristãos na Ucrânia e na Terra Santa».


Concluídas as celebrações do Domingo de Ramos e da Quarta-feira Santa, houve Missa da Ceia do Senhor no dia seguinte, a qual foi presidida pelo Bispo da Diocese de Macau na igreja da Sé Catedral. Na ocasião, D. Stephen Lee cumpriu o rito do Lava-pés.


Na Sexta-Feira da Paixão do Senhor teve lugar um dos momentos altos da Semana Santa: a Procissão do Senhor Morto. As celebrações do dia repartiram-se entre a igreja de São Domingos e a Sé Catedral. Ao final da tarde, a imagem de Jesus morto percorreu algumas artérias do centro de Macau, acompanhada por largas dezenas de pessoas, desde fiéis a curiosos, passando pelos já habituais visitantes e turistas.


Nas nove paróquias que compõem a Diocese de Macau, houve Vigília Pascal ao início da noite do Sábado Santo, sendo esta ocasião celebrada com a administração do Sacramento do Batismo.


Após quatro dias de muitas emoções, eis que chegou o mais aguardado: o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor. Salvo algumas excepções, as missas foram celebradas nos horários do costume, tendo algumas igrejas sido pequenas para acolherem os fiéis.


À semelhança do que vinha sendo registado antes da pandemia de Covid-19, muitos fiéis deslocaram-se a Macau, provenientes da China Continental – a grande maioria da cidade de Zhuhai e das áreas adjacentes –, a fim de participarem nas celebrações da Páscoa. Dada a proximidade ao Posto Fronteiriço das Portas do Cerco, as igrejas de Nossa Senhora de Fátima e de São José Operário foram as mais procuradas pelos fiéis que moram do outro lado da fronteira.


Segue-se então o Tempo Pascal, que se prolonga até ao Domingo de Pentecostes – este ano celebra-se a 19 de Maio.


Rito do Lava-pés


Procissão do Senhor Morto



Vigília Pascal no Sábado Santo



Sacramento do Baptismo



Fonte de informação: O Clarim, Ano 76, No 44, 5 de Abril 2024






Nove Padres e Irmãs Celebraram o Jubileu de Vida Consagrada


Missão Possível!


Nove padres e irmãs celebraram o jubileu de vida consagrada, no dia 21 de Abril, na igreja da Sé Catedral.


Após missa celebrada pelo Bispo D. Stephen Lee, “por intenção especial das vocações da Igreja universal e da Diocese de Macau”, realizou-se “uma cerimónia para os sacerdotes e religiosos que celebram as Bodas de Prata, de Ouro, de Diamante, ou de Platina, pela ordenação ou entrada na vida religiosa, como sinal de gratidão pelo seu ministério e serviço”, refere uma nota publicada pela Chancelaria da Diocese de Macau.


Os sacerdotes e irmãs que com a Assembleia dos Fiéis celebraram as respectivas Bodas de Prata, Ouro, Diamante e Platina, foram: Padre Chan Pou Chun Francisco Xavier (60.º aniversário de ordenação sacerdotal); Padre Tadeu Tang Si Yan (60. º aniversário de ordenação sacerdotal); Irmã Marius Poon, SDB (70. º aniversário de votos religiosos); Irmã Rosa Kuan, FMM (60. º aniversário de entrada na vida religiosa); Irmã Yuen Mei Fun Alice, FMM (50. º aniversário de entrada na vida religiosa); Irmã Chan Shuk Ching Rebecca, FMA (50. º aniversário de votos religiosos); Irmã Lee Wan May Georgina, FMA (50. º aniversário de votos religiosos); Irmã Melanie C. Alquizar, MPS (25. º aniversário de votos religiosos); e Irmã Hung Yu Hsueh Rosanna, RGS (25. º aniversário de votos religiosos).



D. Stephen Lee e Padre Tadeu Tang Si Yan




Fonte de informação: O Clarim, Ano 76, No  47, 26 de Abril 2024






D. Stephen Lee Consagrou Macau A Nossa Senhora


Fátima, coração da Fé


Milhares de católicos, de diferentes línguas e origens, participaram no dia 13 de Maio na Festa e Procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima. A peregrinação à Capela de Nossa Senhora da Penha repete-se há quase um século e traz até ao território cada vez mais peregrinos oriundos das regiões vizinhas.


Milhares de pessoas saíram à rua, ao final da tarde de segunda-feira, para celebrar, em harmonia e a uma só voz, a Festa da Virgem do Rosário de Fátima, 107 anos depois da Mãe de Deus ter aparecido pela primeira vez à Lúcia, Jacinta e Francisco Marto, na Cova da Iria.


Durante mais de uma semana, a comunidade católica de Macau rezou pela paz no mundo, pela conversão dos pecadores e pela santificação da comunidade cristã, mas a Novena e Festa de Nossa Senhora de Fátima atingiu o seu apogeu com a tradicional peregrinação, que todos os anos percorre a zona nobre da cidade e que culmina, no topo da colina da Penha, com a Consagração de Macau a Nossa Senhora e com a bênção do Santíssimo Sacramento a toda a população do território.


Antes, a meio da tarde, dezenas de pessoas juntaram-se na igreja de São Domingos para rezar o Terço, antes do Bispo D. Stephen Lee presidir à Eucaristia, que foi celebrada em Cantonense e Português. Concluída a Missa, um verdadeiro mar de fiéis, entre católicos locais e visitantes, tomou as principais artérias do centro da cidade. Da igreja de São Domingos, na Praça do Leal Senado, até à Capela de Nossa Senhora da Penha, os dois quilómetros do trajecto foram cumpridos a passo lento, com pequenos grupos em representação das escolas católicas a encabeçarem o cortejo.


O itinerário da peregrinação à Capela de Nossa Senhora da Penha conduziu uma verdadeira maré humana pela Avenida da Praia Grande, Rua da Praia do Bom Parto e pela Avenida da República, com devotos de todas as idades e origens a rezarem e a cantarem em Português, Cantonense e Inglês, antes de encetarem a árdua subida até à Penha.


Devoto confesso da Virgem do Rosário de Fátima, Elias Colaço participou, como faz quase todos os anos, na celebração eucarística da igreja de São Domingos e acompanhou o cortejo até ao fim. Depois de D. Stephen Lee ter abençoado a cidade, Colaço confessou-se comovido com a extraordinária devoção que o culto à Nossa Senhora de Fátima motiva na RAEM, a tantos milhares de quilómetros da Cova da Iria. «Como devoto e, obviamente, como devoto de Nossa Senhora, enche-me o coração. Mas ainda me sensibiliza mais quando eu vejo esta multidão imensa a cantar e a rezar em Chinês e Português. Não sei exactamente porquê, mas tenho a sensação que a fé católica e a fé em Nossa Senhora têm vindo a crescer no mundo», afirma. «Assisti à Missa na igreja de São Domingos e as partes rezadas e cantadas em Chinês foram deslumbrantes. Foram de uma profundidade que nos leva a pensar que há algo aqui que não se explica senão pelos olhos da fé», argumenta.




Fé Universal


Nas celebrações do 13 de Maio participaram católicos locais, em representação de diferentes comunidades linguísticas, mas também um número crescente de devotos que se deslocaram de propósito a Macau para assistirem às cerimónias. Radicado em Macau há mais de três décadas, Dante Quijano serviu de cicerone a um par de famílias filipinas que viajaram de Manila, única e exclusivamente, para celebrar a Festa de Nossa Senhora de Fátima no território. «Estive no fim-de-semana com algumas famílias que vieram de Manila só para participar nesta procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima. Mas os devotos não chegam só das Filipinas. Vêm também da Índia, de Hong Kong e de outros lugares», assegura.


A vida ofereceu Dante Quijano com a oportunidade de visitar o Santuário de Fátima há mais de vinte anos, em 2002. Para parte considerável dos católicos filipinos, a Cova da Iria é um local de peregrinação a visitar pelo menos uma vez na vida, mas para os que não conseguem custear a viagem, Macau é cada vez mais uma alternativa para uma vivência verdadeira da fé. «Nossa Senhora de Fátima respondeu a todas a graças que lhe pedi. Esta devoção é vivida de forma muito particular não só pelos filipinos, mas por milhões de pessoas por todo o mundo. Há muitos filipinos que tentam vir a Macau, porque não têm recursos para visitar Portugal. Em Macau, aquilo que eu reparei é que as pessoas que estão unidas durante a Festa da Nossa Senhora de Fátima, unem-se para celebrar o 13 de Maio. Vemos muitas pessoas locais, de diferentes origens, e vemos um número cada vez maior de jovens com uma grande devoção à Nossa Senhora. Toda esta gente está unida pela fé católica e isso é algo que me deixa muito feliz», admite Quijano.


Se o mar de gente que desfilou pela baixa de Macau ao início da segunda-feira não é comparável ao oceano de fé que enche o Altar do Mundo no dia 13 de cada mês, há um aspecto – argumenta ainda Elias Colaço – em que Macau está cada vez mais próximo da Cova da Iria. «Habitualmente vamos a Fátima e ali encontramos várias nacionalidades; Fátima é o local onde tudo começou. É natural que na Cova da Iria haja uma moldura humana universal e várias línguas a serem faladas. É algo que não acontece apenas nas peregrinações. No dia-a-dia, caminhamos por lá e sentimos isso. Agora aqui? [questionou] A tantos quilómetros de distância, sentir que esta fé está a crescer, é realmente algo que nos enche a alma, nos enche o coração», assume este devoto, natural de Damão. «Esta universalidade transporta-nos para aquela mensagem que a Virgem de Fátima nos pediu: Paz. Numa altura em estamos a viver momentos muito conturbados, faz todo o sentido esta mensagem de paz que está a crescer no coração das pessoas, independente da sua nacionalidade e da língua que falam», remata Colaço.


Se a mensagem de Fátima é universal, a Cova da Iria, considera o padre José Oliveira Marques, ocupa um lugar central na religiosidade portuguesa. Nascido nos Estados Unidos, mas filho de emigrantes portugueses, o jovem sacerdote não tem dúvidas em colocar Fátima como um dos maiores contributos que Deus, através de Portugal, legou ao mundo. «Nossa Senhora é a Mãe de todos nós. Não é apenas a Mãe dos Portugueses, mas é realmente belíssimo ver tanta gente aqui reunida e o Espírito Santo a actuar. As pessoas estão felizes, mesmo depois de terem subida esta ladeira íngreme e isso é algo que me impressiona muito», sustenta. «Alguma coisa de bom conseguimos deixar aqui, nós, os portugueses, não é?», questiona o sacerdote, missionário do Caminho Neocatecumenal, em jeito de conclusão.


Missa celebrada em honra da Nossa Senhora de Fátima



Os três pastorinhos





Procissão em honra da Nossa Senhora de Fátima, a passar pela igreja de Sé Catedral



Procissão em honra da Nossa Senhora de Fátima, a chegar à colina da Penha




Estátua da Nossa Senhora de Fátima dentro da Capela da Nossa Senhora da Penha


Fonte de informação: O Clarim, Ano 77, No  3, 17 de Maio 2024






Solenidade de Corpus Christi em Macau


Eucaristia, Comunhão e Procissões no Caminho da Fé



Na maioria dos países, particularmente do mundo ocidental, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo foi celebrada no dia 30 de Maio. Em Macau, foi mantido o hábito de transferir esta Solenidade para o Domingo logo a seguir à data festiva.


À semelhança de outros anos, a Solenidade de Corpus Christi foi celebrada nas nove paróquias da Diocese de Macau, com especial incidência nas igrejas da Sé Catedral e de São Lourenço.


No que respeita à comunidade dos fiéis de língua portuguesa, a Missa Dominical teve como ponto alto a Primeira Comunhão de nove crianças da Catequese da paróquia da Sé Catedral. Para o efeito, o Sacramento da Eucaristia foi ministrado pelo padre Daniel Ribeiro, SCJ, na presença da Assembleia de Fiéis.


No decorrer da homilia, o vigário paroquial da Sé Catedral para a comunidade de língua portuguesa explicou a importância da Eucaristia na vida dos católicos, tendo dirigido algumas palavras aos pais e às crianças da Catequese que dali a poucos minutos iriam receber a hóstia consagrada pela primeira vez.


A escolha da data para a Primeira Comunhão das nove crianças não foi aleatória; na realidade, foi pensada de modo a coincidir com a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, cuja presença é materializada na hóstia consagrada, exposta em ostensório ricamente ornamentado.


Ao início da manhã do mesmo dia, na igreja de São Lourenço, foi celebrada Missa, e também doze crianças receberam a Primeira Comunhão.


No final da celebração eucarística, o pároco da igreja de São Lourenço, padre Cyril Law, elevou o ostensório e deu início à Procissão de Corpus Christi, previamente organizada pelos fiéis da Paróquia.


Já a procissão maior do dia realizou-se ao início da tarde, tendo arrancado no Pavilhão da terceira Escola Diocesana de São José, localizada ao lado do Paço Episcopal.


Após a conclusão das “24 horas de Adoração ao Santíssimo”, houve formação e partilha, seguindo-se a Procissão pela Solenidade de Corpus Christi. Presidido por D. Stephen Lee, o cortejo percorreu as principais artérias do centro de Macau – parou por alguns instantes no adro da igreja de São Domingos –, antes de terminar no interior da Igreja de Sé Catedral.


A concluir as cerimónias, D. Stephen Lee realçou o significado dos diferentes momentos vividos ao longo do dia, reforçou a importância da Eucaristia no percurso da fé de todos os católicos e abençoou a Assembleia de Fiéis.



Procissão pela Solenidade de Corpus Christi




Corpus Christi







Nove crianças da paróquia da Sé Catedral receberam a Primeira Comunhão



Fonte de informação: O Clarim, Ano 77, No  6, 7 de Junho 2024




13 A-F


Padres Adriano Serro Agostinho e Bosco Chan Dirigiram As Primeiras Palavras Aos Fiéis na Qualidade de Sacerdotes


«Juntos vamos construir uma comunidade de amor e serviço» Pe. Bosco Chan


Após serem ordenados padres, Adriano Serro Agostinho e Bosco Chan falaram no dia 31 de Agosto e pela primeira vez aos fiéis na qualidade de sacerdotes.


O padre Adriano começou por «agradecer a presença de todos, num momento tão importante a nível pessoal, para o padre Bosco e para a Diocese». O novo sacerdote realçou «o apoio dos pais» e restantes familiares, lembrando quão especial é «a entrega de um filho a Deus», bem como toda a ajuda prestada pelo padre Bosco, no caminho que ambos trilharam em conjunto, e a dedicação de D. Stephen Lee e dos seus formadores.


A concluir, o padre Adriano pediu aos presentes que «continuem a rezar por ele», assim como «pelo padre Bosco, pela Diocese e pelas novas vocações». E que quaisquer críticas ao seu ministério lhe sejam dirigidas pessoalmente, para que possa cumprir da melhor forma a missão agora confiada.


Por sua vez, o padre Bosco Chan agradeceu igualmente a presença de todos os fiéis – enalteceu em especial os que se deslocaram de Hong Kong a Macau –, afirmando que «os crentes são o mais importante da Igreja».


Na mesma intervenção, o padre Bosco dirigiu algumas palavras de agradecimento, em Português, à comunidade de língua portuguesa: «– Hoje é um momento profundo na minha vida e também na vida do padre Adriano. Agradeço primeiro a Deus pelo Seu amor e por me ter trazido até aqui. Aos meus mentores, obrigado por nutrirem a minha fé e compreensão. Caro Clero, a vossa comunhão é uma fonte de força. Irmãos e irmãs, a vossa presença reflecte os nossos maravilhosos laços de amizade. O vosso apoio e orações significam muito. Juntos vamos construir uma comunidade de amor e serviço, refletindo a luz de Cristo que penetra nas trevas e as dispersa, manifestando a Sua glória».


Após a Santa Missa, os novos padres ao serviço da Diocese participaram num lanche-convívio aberto à comunidade católica.


Cerimónia da ordenação



Padre Adriano Serro Agostinho



Padre Bosco Chan




Padre Adriano e família




Padre Bosco e família




Testamunhas da ordenação dos dois padres 



Fonte de informação: O Clarim, Ano 77, No  17, 6 de Setembro 2024











14A


Centenas Celebram o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado


O Bispo D. Stephen Lee, coadjuvado pelos padres Sheldon, Felipe, Raymund e Lawrence, no dia 29 de Setembro, presidiu à Missa de celebração do 110.º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, na Escola São Paulo. Algumas centenas de fiéis, provenientes de países como Filipinas, Indonésia, Vietname, Myanmar e Timor-Leste, juntaram-se aos festejos, que terminaram com um almoço-convívio e a actuação de grupos de dança, canto, entre outras artes.



D. Stephen Lee, juntamente com os outros sacerdotes, presidiu à Missa de celebração


Fonte de informação: O Clarim, Ano 77, No  21, 4 de Outubro 2024






15A


Diocese de Macau ausculta idosos      


Um projecto com contornos inéditos



A Diocese de Macau é uma das entidades dinamizadoras de um inquérito de larga escala que vai procurar perceber que inquietações e desafios enfrentam os mais velhos em Macau. A iniciativa arranca já este sábado e estende-se até Março. Vão ser ouvidos cerca de dois mil idosos.


A Diocese de Macau, o Instituto de Acção Social de Macau e a Universidade de São José – através da Faculdade de Ciências da Saúde e do Observatório para o Desenvolvimento Social de Macau – juntaram forças para tomar o pulso às condições em que vivem os idosos. Já a partir de amanhã, vão realizar um inquérito abrangente em todas as paróquias da RAEM.


Jacky Ho, director da Faculdade de Ciências da Saúde, explicou que se pretende identificar lacunas nos mecanismos de assistência social promovidos pelo Governo, com o contributo de várias organizações não-governamentais, e procurar compreender porque razão alguns idosos ainda não são abrangidos pela rede de apoio patrocinada pelo Instituto de Acção Social. «Nos últimos anos registaram-se algumas situações que causaram alarme no seio da sociedade, depois de alguns idosos que viviam sozinhos terem falecido sem que ninguém se tivesse apercebido disso. Há também o receio de que com o actual sistema outros casos similares possam não ser identificados», adiantou o académico. «O Governo tem proporcionado ao longo dos anos bastantes recursos aos nossos idosos, mas temos a noção de que há ainda pessoas que não são abrangidas por estes serviços, ou porque acreditam que conseguem tomar conta deles próprios ou porque não sabem que podem recorrer a esses serviços», acrescentou.


A partir de Outubro de 2024 e até Março de 2025, equipas de investigadores e voluntários vão procurar ouvir idosos, falantes de diferentes línguas e origens sociais, nas nove paróquias que constituem a diocese de Macau, com o propósito de compreender melhor as inquietações e as dificuldades que se deparam. O objectivo é ouvir, ao longo dos próximos meses, cerca de dois mil (dos cem mil idosos que residiam no território no final do ano passado).

«O estudo é liderado por um dos centros de investigação da Universidade de São José, o Observatório para o Desenvolvimento Social de Macau, em conjunto com investigadores da Faculdade de Ciências da Saúde. O projecto vai estender-se por cerca de seis meses», confirmou o dirigente.


«Com o apoio da Diocese, a autorização do nosso Bispo e a colaboração dos párocos e das paróquias de Macau, iniciámos um plano de recrutamento de voluntários, com o intuito de angariar colaboradores que possam realizar as entrevistas e ajudar neste projecto. Cada um destes voluntários terá que frequentar uma formação de dez horas para que o projecto seja conduzido de modo uniforme», sublinhou Jacky Ho.


De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos, Macau contava até ao final do ano passado com cerca de cem mil pessoas com 65 ou mais anos de idade, e a taxa de envelhecimento subiu para os 106,1 por cento, o que significa que por cada cem jovens, há aproximadamente 106 idosos.


O inquérito irá ser realizado em Cantonense, Mandarim, Português e Inglês.



Os idosos de Macau



Fonte de informação: O Clarim, Ano 77, No  25, 1 de Novembro 2024

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